Luxação Patelar

A Luxação aguda da patela é uma lesão típica de pacientes jovens e ativos de ambos os sexos. A prevalência destas luxações na população é de, aproximadamente, 6 -77 luxações por 100.000 habitantes. Sendo que a taxa de recorrência global após um primeiro episódio se aproxima de 40%.

Luxação Patelar

A função normal da articulação entre o fêmur e a patela é assegurada por estabilizadores estáticos e dinâmicos . Nos últimos anos, no entanto, vem ocorrendo um crescente interesse na literatura ortopédica no estudo das estruturas ligamentares que ajudam na estabilização da patela.

Dentre estas estruturas, certamente a mais estudada é o Ligamento Patelofemoral Medial (LPFM). Este ligamento estende-se desde a margem medial (interna) e superior da patela até o fêmur, sendo responsável por aproximadamente 50% a 60% da força de restrição do movimento lateral da patela.

O LPFM é muitas vezes danificado após episódio de luxação patelar e muitas técnicas diferentes de reparo e reconstrução cirúrgica deste ligamento foram descritas até hoje.

No entanto, a maioria dos casos de luxação aguda da patela são tratadas sem cirurgia com uso de imobilizadores e realização de fisioterapia.

Sendo a realização de procedimento cirúrgico, conduzido por especialista em joelho, indicado em alguns casos específicos. Quando realizada a cirurgia, os pacientes devem ser encorajados a regressar ao seu esporte ou atividade física de maneira gradual. A maioria dos pacientes acabam retornando ao esporte com 5 a 6 meses de pós-operatório, sendo a evolução variável para cada indivíduo.